O fim de um século.
Instalam-nos na voz os massacres
de quantos acreditaram que viviam
sob a protecção de um céu
igualmente claro, igualmente sem mágoa.
Como harmonizar esta ruína
de longos medos construída
e tornar possível o amor
em olhares saturados de ódio,
ou de lágrimas, ou de seca lucidez?
Com quantos golpes de indiferença
se destrói um mundo?